Uma mãe foi detida por agentes da Guarda Municipal dentro de uma creche em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e acusa os agentes de violência e brutalidade durante a abordagem.
O caso, ocorrido diante de crianças, pais e funcionários, gerou forte comoção e levantou questionamentos sobre o preparo da corporação para atuar em ambientes escolares.Segundo relato da mulher, ela foi algemada de forma agressiva e sofreu lesões físicas e psicológicas. A abordagem, segundo ela, foi desproporcional e injustificada.
Ela nega veementemente ter agredido alguém, como alegado pela diretora da escola, que teria acionado a Guarda Municipal.
De acordo com a mãe, o episódio teve início após ela notar marcas de machucados recorrentes no filho, aluno da creche.
A situação a motivou a solicitar uma reunião com a direção da escola e com a professora que, segundo o relato da criança, seria a causadora dos ferimentos. A mãe afirma que, antes mesmo da reunião, foi tratada com “deboche” pela diretora, que teria feito “pouco caso” das suas preocupações — o que a deixou exaltada, algo que ela própria reconhece.
Ao chegar à reunião, a mãe relata ter ficado ainda mais frustrada ao perceber que a professora não estava presente. Ao questionar a ausência, ela diz ter sido novamente tratada com deboche pela diretora. Pouco depois, a Guarda Municipal foi acionada e a detenção ocorreu com uso de força, segundo a denunciante. “Me arrastaram para fora, me jogaram no chão. Um guarda municipal colocou o joelho no meu pescoço e começou a me sufocar”, relata.
Confira a abordagem abaixo:
https://www.instagram.com/reel/DLI9myogKie/?igsh=ZXlpdWxyYWY4ajVp
A mãe afirma ainda que outros pais relatam casos semelhantes de crianças com marcas no corpo e pede justiça. “Nós só queremos justiça”, disse, em um vídeo que circula nas redes sociais.
Até o momento, nem a Prefeitura de Esteio nem a Secretaria Municipal de Segurança se manifestaram oficialmente sobre o caso. O episódio está sendo acompanhado por testemunhas e familiares, e deve ser encaminhado ao Ministério Público para investigação.



