Além disso as profissionais reclamam de descontos indevidos e a falta de pagamento de direitos trabalhistas
Merendeiras que atuam em escolas estaduais de São Borja informaram ao Fronteira 360 que estão há mais de 40 dias sem receber salários. Nossa reportagem conversou com três trabalhadoras afetadas: Bruna Oliveira Dias, Fabiane Miranda e Roselaine Oliveira Rodrigues. Elas prestam serviço em instituições como a Escola Estadual Getúlio Vargas e o Colégio Estadual São Borja (CESB).
As funcionárias são terceirizadas, contratadas pela empresa Dynamic Serviços, localizada em Porto Alegre e que atualmente é responsável pela prestação de serviços de alimentação em algumas escolas estaduais.
Segundo o relato das trabalhadoras, o atraso no pagamento já chega a 43 dias, o que tem gerado graves dificuldades financeiras.
Além do problema atual, elas também relatam pendências deixadas por uma empresa anterior. Segundo as merendeiras, a Solução em Gestão em Serviço, responsável anteriormente pela terceirização, não quitou benefícios trabalhistas ao encerrar o contrato com as funcionárias.
As trabalhadoras cobram uma resposta urgente tanto da empresa contratante quanto das autoridades responsáveis pela gestão dos contratos terceirizados na rede estadual de ensino. “A gente não está cobrando nada além dos nossos direitos”, desabafa uma delas.
Até o momento, nem a empresa Dynamic Serviços nem representantes da Secretaria Estadual da Educação se manifestaram oficialmente sobre as denúncias.
Para a Diretora Geral do 16° Núcleo dos Centro dos Professores do Estado Rio Grande do Sul (CPERS), Elizabeth Braga, a precarização do serviço e a falta de pagamento está diretamente atrelada a terceirização. Ela defende que as funcionárias sejam contratadas diretamente pelo Estado.
Confira o relato das trabalhadoras abaixo:



