A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem enfrentado pressão de apoiadores nas redes sociais e tensões internas no PL em meio à pré-campanha presidencial de 2026. Bolsonaristas cobram que ela manifeste apoio público ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado como pré-candidato do campo bolsonarista ao Palácio do Planalto.
As críticas se intensificaram após Michelle compartilhar repetidamente conteúdos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), interpretados por parte da base como sinalização de preferência política.
Comentários em suas publicações apontam suposta resistência em endossar a candidatura de Flávio, enquanto lideranças conservadoras defendem unidade para enfrentar o PT nas eleições de outubro.
Levantamento citado por veículos de imprensa indicam que o PL Mulher, ala feminina do Partido Liberal liderada por Michelle, ainda não promoveu publicamente o nome do senador.
Além disso, interlocutores afirmam que ela teria atuado nos bastidores para evitar que o ex-presidente Jair Bolsonaro declarasse apoio explícito ao filho em entrevista recente.
Nos bastidores, aliados relatam que Michelle impôs uma condição para entrar formalmente na campanha: um pedido público de desculpas de Flávio. A mágoa da ex-primeira dama seria motivada após desentendimentos envolvendo articulações partidárias, especialmente no Ceará, quando o PL defendeu uma aliança com Ciro Gomes.
Michelle se posicionou publicamente contra a decisão e foi criticada pelos filhos de Bolsonaro. Flávio descreveu a atitude de Michelle como “autoritária e constrangedora”, crítica que foi endossada pelos seus irmãos. Na época, após o atrito inicial, ele alegou ter pedido desculpas e que situação estaria sob controle.
Porém, a relação entre a ex-primeira-dama e os filhos do ex-presidente, descrita como historicamente tensa, teria se deteriorado nos últimos meses. Michelle também protagonizou episódios de atrito com quadros do partido em diferentes estados, o que ampliou a percepção de divisão interna.
Em resposta às críticas nas redes, ela reagiu de forma direta, afirmando que o perfil é privado e que decide autonomamente o conteúdo que publica. Ele também tratou como mentira reportagens que afirmavam que haveria um racha na família.
A assessoria da ex-primeira-dama não comentou oficialmente as controvérsias. No entanto, o cenário expõe fissuras no campo conservador às vésperas do ano eleitoral e adiciona um componente pessoal à disputa que deve marcar a estratégia do PL nos próximos meses.
Com informações PlatôBR.
Imagem: Wilton Junior / Estadão / Reprodução.



