O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou neste sábado (20) um pacote de investimentos superiores a R$ 400 milhões para a rede hospitalar do Rio Grande do Sul e anunciou que a vacina contra a dengue começará a ser distribuída a partir de janeiro. As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.
Segundo Padilha, a expectativa do governo federal é de que o novo imunizante tenha distribuição simultânea em todo o país já no próximo mês. Ainda não há definição sobre a quantidade de doses destinadas a cada estado, mas os profissionais da atenção básica estarão entre os primeiros a serem vacinados. A imunização da população em geral deve iniciar pelas pessoas a partir de 59 anos, avançando gradualmente até o público a partir de 12 anos.
O anúncio ocorreu no contexto de um amplo pacote de investimentos voltado ao fortalecimento da rede hospitalar gaúcha. Do total previsto, R$ 200 milhões serão aplicados na construção do Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia (CADT), no complexo do GHC, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
As obras devem começar em janeiro, com prazo de conclusão de até três anos. O prédio terá nove andares e concentrará serviços como análises laboratoriais, endoscopia, exames de imagem, tomografia, ultrassom, hemodiálise e radiologia intervencionista, com capacidade estimada de mais de 700 mil exames.
“Nesse pacote de R$ 400 milhões, a primeira parte será investida no GHC, com R$ 200 milhões do PAC, na construção de um prédio de nove andares. Isso vai potencializar os atendimentos, além de proporcionar uma estrutura mais digna para os trabalhos”, afirmou o ministro.
Além disso, Padilha anunciou que, ainda neste mês, R$ 60 milhões serão destinados à realização de cirurgias e à contratação de profissionais do SUS em Porto Alegre, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Dentro da mesma iniciativa, o governo firmou acordos com nove hospitais privados, que passarão a realizar procedimentos pelo SUS em troca de abatimento de dívidas com a União ou créditos tributários. A medida, segundo o ministério, deve resultar na realização de 30 mil cirurgias adicionais, contribuindo para a redução das filas de espera.
O pacote também prevê o envio de R$ 30 milhões para ações de radioterapia e oncologia em 15 hospitais gaúchos, além da qualificação do atendimento a pacientes com síndrome pós-Covid. De acordo com Padilha, serão reforçados equipamentos por meio dos programas Pronon e Pronas, e será lançado um guia clínico do SUS voltado ao manejo da chamada covid longa.
Por fim, o ministro anunciou a contratação temporária de equipes para atuar em blocos cirúrgicos ociosos ou desativados, com contratos iniciais de três meses. A medida começará pelo Hospital Universitário de Canoas e pela Santa Casa de São Lourenço do Sul.
O CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, que administra o Hospital Universitário de Canoas, destacou a importância dos convênios firmados. “Esse convênio é um grande passo. Demonstra que o hospital está pronto para novas experiências em cirurgias e trabalhos conjuntos entre o setor público e privado. Teremos um 2026 mais próspero e com mais dignidade para a população”, afirmou.
Com informações Correio do Povo.



