O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quarta-feira (7), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos após uma queda registrada no local onde está preso. O deslocamento será feito sob escolta da Polícia Federal, seguindo protocolos de segurança já adotados em internações anteriores, com transporte discreto e acesso pelas garagens da unidade hospitalar.
A autorização foi concedida após pedido da defesa, apresentado um dia depois de Bolsonaro relatar que caiu e bateu a cabeça em um móvel. Relatório encaminhado pela Polícia Federal ao STF informou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico no momento da avaliação inicial.
A equipe médica indicou a necessidade de exames de imagem e monitoramento neurológico, incluindo tomografia e ressonância do crânio, além de eletroencefalograma. Segundo o médico Cláudio Birolini, Bolsonaro sofreu um “traumatismo cranioencefálico leve” e as quedas representam a principal preocupação clínica, considerando a idade do ex-presidente, de 70 anos.
Inicialmente, Moraes havia avaliado que não havia urgência para a ida imediata ao hospital, mas autorizou os exames diante das recomendações médicas. A defesa segue insistindo no pedido de prisão domiciliar, o que vem sendo reiteradamente negado pelo ministro.
Esta é a segunda saída de Bolsonaro desde a prisão, ocorrida em novembro. No fim de dezembro, ele foi internado para cirurgia de hérnia inguinal bilateral e tratamento de crises de soluço, recebendo alta no início de janeiro.
A Polícia Federal informou ainda que Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após a queda, e que a lesão só foi percebida durante a checagem de rotina feita por agentes na manhã seguinte.
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação.
Com informações UOL.



