O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) entrou com uma representação nesta terça-feira (8) contra o adolescente de 16 anos que atacou a Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, no município de Estação, no Norte do Estado. O jovem é acusado de atos infracionais equivalentes aos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Ele esfaqueou três crianças e uma professora. Uma das vítimas, uma criança de nove anos, não resistiu aos ferimentos e morreu.
O ataque aconteceu na manhã desta terça-feira, dentro da escola, localizada no centro da cidade. O agressor foi apreendido pela polícia logo após o crime.
O promotor Alexandre Vinícius Murussi, da Promotoria de Justiça de Getúlio Vargas, responsável pela ação, afirmou que os atos cometidos são de “extrema gravidade” e justificam a internação provisória do adolescente. “Os atos infracionais cometidos são de extrema gravidade e exigem uma atuação urgente do Ministério Público para proteger a comunidade escolar, preservar a ordem pública e garantir o adequado andamento da investigação. A internação provisória é necessária diante da violência empregada, do risco à coletividade e da repercussão social do caso”, afirmou.
O Ministério Público também acionou o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), que emitiu orientações à imprensa, escolas e à sociedade civil para evitar a propagação de imagens e informações que possam estimular novos ataques. Entre as recomendações:
- Não divulgar imagens do agressor, vídeos do ataque ou conteúdos que possam gerar notoriedade ao autor.
- Evitar exposição de vítimas, sobretudo crianças, em respeito aos envolvidos e para prevenir traumas adicionais.
- Não descrever métodos utilizados no ataque, a fim de evitar que sirvam de modelo para outras ações violentas.
- Garantir acolhimento psicológico e atenção especial nas escolas nos próximos dias.
- Pais, professores e gestores devem ficar atentos a sinais de alerta, como mudanças bruscas de comportamento, falas ou publicações com teor violento.
A investigação do caso segue em andamento. O adolescente deve passar por audiência para decidir sobre a manutenção da internação provisória.



