A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para apurar a suposta divulgação de fake news e crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação teve início após pedido do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e ocorre após denúncia apresentada ao Ministério Público Federal (MPF) por um cidadão russo-brasileiro.
O conteúdo alvo da apuração foi divulgado em 15 de janeiro deste ano, no canal de WhatsApp de Bolsonaro, onde o ex-presidente associava Lula à morte de pessoas LGBTQIA+, relacionando o petista ao regime sírio de Bashar al-Assad, acusado de perseguição e execução de homossexuais. A postagem, entretanto, já foi removida dos canais de Bolsonaro.
Inicialmente, a investigação havia sido solicitada para a Polícia Federal (PF), mas após manifestação do Ministério Público do Distrito Federal, passou para a responsabilidade da PCDF. O inquérito analisa crimes contra a honra do presidente da República e a disseminação de notícias falsas, além de avaliar o alcance e o contexto da divulgação do conteúdo.
Desde a semana passada, Bolsonaro está em prisão domiciliar por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e proibido de usar suas redes sociais.
O regime de Bashar al-Assad, que governou a Síria entre 2004 e 2024, terminou em dezembro do ano passado, após a fuga do ditador para a Rússia.
Assad comandou a Síria de 2004 a 2024 e, durante o período, veículos de imprensa internacionais veicularam que, ao longo do regime, atos homossexuais foram criminalizados, com violência e perseguição contra gays.
A apuração segue em andamento e deve esclarecer o impacto da postagem e eventuais responsabilidades jurídicas do ex-presidente.



