O PL de Santa Catarina decidiu lançar o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado em 2026, atendendo a um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo diante de resistências internas e do desgaste político gerado pela escolha. A chapa ao Senado será formada por Carlos e pela deputada federal Carol de Toni.
A definição foi confirmada por Carlos após visita ao pai no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo a direção estadual do partido, a decisão atende a uma estratégia de Bolsonaro, que vê em Santa Catarina um eleitorado fortemente alinhado ao bolsonarismo.
O vice-presidente do PL catarinense, Bruno Mello, disse que a candidatura foi uma “encomenda política” feita antes da prisão do ex-presidente.
A escolha deixa de fora o senador Esperidião Amin (PP), ex-governador e figura histórica da direita catarinense, que tenta a reeleição.
Amin, relator do projeto sobre a dosimetria das penas e articulador de medidas que poderiam beneficiar o bolsonarismo após os atos de 8 de janeiro, agora vê sua candidatura ameaçada pela imposição de Carlos, num gesto interpretado nos bastidores como descarte político de uma liderança tradicional em favor da lógica familiar.
A decisão provocou reação de partidos de centro-direita, como MDB e União Progressista, que cogitaram aliança com o PSD, embora o PL minimiza o risco de debandada. Internamente, a indicação de Carlos gerou críticas de líderes locais e empresários, mas o partido aposta na polarização nacional e na identificação do eleitor catarinense com Bolsonaro para sustentar a estratégia eleitoral.
Com informações do UOL.
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