A Petrobras anunciou que elevará o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). O valor médio do combustível passará a R$ 3,65 por litro, o que representa um aumento de R$ 0,38 por litro em relação ao preço anterior. A estatal afirma que o reajuste ocorre após a forte valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio.
Segundo a companhia, a alta do barril, que saiu de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 nas últimas semanas, encareceu a matéria-prima usada na produção de combustíveis. Apesar do aumento, a Petrobras afirma que, desde dezembro de 2022, o diesel vendido às distribuidoras ainda acumula queda de R$ 0,84 por litro, considerando a inflação do período.
Para tentar reduzir o impacto da alta no bolso do consumidor, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas econômicas. Entre elas está um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que pode reduzir o preço em cerca de R$ 0,32 por litro.
Além disso, uma medida provisória criou uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel. O governo também determinou a tributação da exportação de petróleo, com o objetivo de incentivar o refino no país e ampliar a oferta interna de combustíveis.
Outra medida estabelece que postos de combustíveis informem de forma clara aos consumidores quando houver redução de tributos ou subsídios que afetem o preço final.
Especialistas avaliam, porém, que o reajuste anunciado pela Petrobras praticamente neutraliza o efeito das medidas adotadas pelo governo. Para economistas do mercado, a alta do diesel pode acabar compensando boa parte da queda esperada nos preços.
O valor pago pelos motoristas nos postos, contudo, depende de vários fatores além do preço definido pela Petrobras, como margens de distribuição e revenda, mistura obrigatória de biodiesel e impostos estaduais, como o ICMS.



