A Polícia Federal afastou preventivamente Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão em razão de faltas não justificadas ao serviço. O despacho foi assinado pelo corregedor regional da corporação no Rio de Janeiro no último dia 10 de fevereiro e publicado nesta quarta-feira (26).
Pela decisão administrativa, Eduardo deverá entregar a arma funcional e a carteira de identificação profissional no prazo de cinco dias úteis. O ato ocorre após a corporação ter determinado, em 2 de janeiro, o retorno imediato do servidor ao exercício do cargo efetivo.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025. Ele estava afastado das funções na PF para exercer o mandato de deputado federal, perdido em dezembro do ano passado após ultrapassar o limite constitucional de ausências em sessões deliberativas da Câmara.
De acordo com sua trajetória funcional, Eduardo atuou como escrivão da PF entre 2010 e 2014, com passagens por unidades em Rondônia, São Paulo e Rio de Janeiro, antes de ingressar na política.
Além da perda do mandato, o ex-deputado está sem receber salário desde julho de 2025, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o bloqueio de contas e bens no âmbito de investigações em curso. Ele também se tornou réu por crime de coação, após a Primeira Turma do STF aceitar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.
A decisão da Polícia Federal trata exclusivamente da situação funcional do servidor e pode resultar na abertura de procedimento disciplinar, conforme previsto nas normas internas da corporação.
Com informações do UOL
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senad.



