Em meio à escalada dos feminicídios registrada no início de 2026, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 29 agressores durante a Operação Ano-Novo, Vida Nova, deflagrada na terça-feira (20) em 53 municípios do Estado. A ação teve como foco o cumprimento de mandados judiciais contra suspeitos de violência doméstica e familiar, numa tentativa de interromper ciclos de agressão que frequentemente antecedem crimes mais graves, como o feminicídio.
Coordenada pelo Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), a operação mobilizou 363 agentes e resultou ainda na apreensão de quatro armas de fogo e munições, encontradas em posse dos investigados. A ofensiva contou com apoio da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto-Geral de Perícias, no âmbito da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A ação ocorre em um contexto alarmante: sete mulheres foram vítimas de feminicídio apenas nos primeiros 20 dias de 2026, número que já supera o total registrado em todo o mês de dezembro do ano passado. Em 2025, o Rio Grande do Sul contabilizou 80 feminicídios, reforçando a dimensão do problema e a necessidade de respostas mais incisivas do poder público.
Segundo a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, a prevenção passa pelo acompanhamento sistemático das denúncias e pelo fortalecimento da rede de proteção. “A violência exige ações contínuas. O registro das ocorrências é fundamental, e tanto a Polícia Civil quanto a Brigada Militar, por meio da Patrulha Maria da Penha, estão preparadas para acompanhar esses casos e apoiar as vítimas”, afirmou.
O diretor do DPGV, delegado Juliano Ferreira, destacou que a operação integra um trabalho permanente de checagem de denúncias e qualificação dos agentes que atuam no atendimento às mulheres.
Já a delegada Waleska Alvarenga, diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher, ressaltou que todos os autores dos feminicídios registrados desde o início do ano estão presos. “Muitos dos detidos descumpriram medidas protetivas. É uma ação clara de combate à impunidade”, afirmou.
Com informações Sul21.
Foto: DCS/PCRS.



