O Rio Grande do Sul encerrou o terceiro trimestre de 2025 com a menor taxa de desemprego dos últimos 13 anos: 4,1%. O resultado, divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, confirma a tendência de melhora observada no trimestre anterior, quando o Estado já havia registrado o melhor desempenho da série histórica.
A queda, de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, ganha ainda mais peso no comparativo anual: o recuo foi de 1 ponto percentual. Em dez anos, a redução é ainda mais expressiva: de 7% em 2015 para os atuais 4,1%.
O levantamento também aponta o menor número de pessoas sem plena ocupação desde 2012. Este grupo que inclui trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas, além de quem está disponível para trabalhar, mas não consegue emprego. No total, o Estado tem 531 mil pessoas nessa condição, uma redução de 0,9% em relação ao trimestre anterior, resultando em um índice de 8,6%.
Para o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, os resultados refletem o impacto das políticas estaduais de qualificação profissional.
“Já qualificamos mais de 20 mil pessoas no Rio Grande do Sul e devemos chegar a 60 mil ao final de 2026. Estamos preparando nossa população para atuar nas empresas que escolhem investir aqui e fortalecendo a cadeia produtiva com profissionais preparados para diferentes áreas da economia”, afirma.
No cenário nacional, a taxa de desemprego no terceiro trimestre de 2025 ficou em 5,6%, a menor desde o início da série em 2012. A região Sul segue com o melhor desempenho do país: 611 mil pessoas desocupadas, o equivalente a 3,4%, resultado de uma queda significativa em relação ao ano anterior, quando o índice era de 4,6%.
Na sequência aparece a região Centro-Oeste, com 4,6% de desocupação. O Nordeste mantém a maior taxa entre as regiões brasileiras, com 7,8%, evidenciando desigualdades persistentes no mercado de trabalho nacional.



