A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Sórdida Pecúnia, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e que teria movimentado mais de R$ 8 milhões. A ofensiva atingiu São Borja e outros cinco municípios do Estado.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Itaqui e mobilizou mais de 100 policiais civis, que cumpriram 29 mandados de busca e apreensão em Itaqui, São Borja, Uruguaiana, Santiago, Canoas e Pelotas. A operação contou com apoio de delegacias regionais de Santiago, Alegrete, São Luiz Gonzaga, Livramento, Santo Ângelo, Pelotas e Canoas, além da DICRAB.
Segundo o delegado Rodrigo Bobrzyk, titular da DP de Itaqui, as investigações apontam que a organização criminosa utilizava um esquema estruturado de ocultação e dissimulação de valores ilícitos, com o uso de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para movimentar recursos em contas bancárias.
Entre os casos identificados, há beneficiários de programas assistenciais do governo que, mesmo sem renda compatível, realizaram movimentações financeiras elevadas. Um dos investigados, por exemplo, teria movimentado cerca de R$ 1 milhão, apesar de ser titular de benefício social.
Também foi constatado o uso de empresas de fachada para dar aparência de legalidade ao dinheiro proveniente do tráfico.
A operação é um desdobramento da Operação Grande Família, deflagrada em setembro deste ano, quando foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.
O nome Sórdida Pecúnia faz referência a uma expressão em latim que significa “dinheiro sujo”, em alusão aos recursos oriundos do tráfico de drogas. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado na região.



