Pacientes da rede pública de saúde em São Borja enfrentam longas esperas para a realização de exames laboratoriais básicos, como sangue e urina, com tempos que chegam a 60 dias.
Ao mesmo tempo, o município possui uma cota mensal disponível no valor de R$ 18.714 para esses exames, porém, até a metade de agosto, apenas R$ 1.519 desse total havia sido utilizado, segundo denúncia feita pelo vereador Paulo Cesar Cardial (PP) durante sessão na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (11).
“Temos cotas que não estão sendo aproveitadas e, enquanto isso, pessoas — gestantes, oncológicas e outras — esperam 30 ou 60 dias para fazer exames que deveriam ser prioridade”, alertou Cardial durante o pequeno expediente.
O vereador destacou que a crítica não é aos laboratórios ou profissionais que realizam os exames, mas sim à má gestão das cotas e à falta de agilidade nas marcações, o que prejudica diretamente o atendimento à população. “Se sintam na obrigação de agilizar esse processo. Não podemos penalizar a sociedade com essa espera”, afirmou.
Somando-se às críticas, o vereador Eduardo Rocha (PSDB) destacou que, apesar de anteriormente faltar verba para os exames, atualmente os recursos existem, mas as cotas continuam subutilizadas. “Há um tempo atrás não tinha verba para os exames, agora tem a verba e as cotas não são usadas. Precisamos sim, fazer essa fiscalização e o nosso gabinete, do PSDB, vai fazer essa fiscalização. Precisamos dar a nossa população a verdadeira informação do porquê esses exames não estão sendo feitos, se existe a cota”, afirmou Rocha.
Cardial ainda solicitou atenção especial da secretária de Saúde, Sabrina Loureiro, para que a situação seja regularizada o quanto antes e a fila de exames volte a fluir normalmente.
A denúncia do vereador levanta um importante alerta sobre o desperdício de recursos públicos e a necessidade de maior eficiência na área da saúde em São Borja, especialmente para pacientes que dependem do serviço público para cuidados urgentes.



