Uruguaiana vive um cenário de colapso na saúde pública. Em assembleia extraordinária realizada na noite de quinta-feira (21), os médicos que atuam no Pronto-Socorro da Santa Casa decidiram, por unanimidade, entregar suas rescisões contratuais. A medida, conduzida pelo diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Felipe Cunha, reflete meses de atrasos salariais — registrados desde fevereiro — e condições precárias de trabalho, segundo a entidade.
O Simers alerta que a decisão pode paralisar serviços essenciais da instituição. A oncologia já anunciou suspensão de consultas eletivas e atendimentos ambulatoriais, mantendo apenas pacientes em quimioterapia. Na psiquiatria, o atendimento ficará restrito a emergências. As mudanças começam a valer em 29 de setembro.
Outros setores também iniciaram processos de desligamento. A traumatologia entregou cartas de rescisão individuais e a pediatria corre risco de fechamento, já que a responsável técnica e demais especialistas apresentaram aviso prévio até 31 de agosto.
Para o sindicato, a decisão dos médicos escancara a gravidade da crise da Santa Casa de Uruguaiana e coloca em alerta a população que depende exclusivamente do atendimento hospitalar.
📎 Fonte: Sindicato Médico do RS



