Os museus dedicados à memória dos ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart, localizados em São Borja, voltaram a ser tema de destaque nacional.
Uma coluna do jornalista Anselmo Gois publicada neste sábado pelo jornal O Globo — um dos mais lidos e respeitados do país — trouxe como destaque a opinião da filha de Jango, a historiadora Denize Goulart, que deu uma declaração forte ao jornal: “O abandono dos museus é um ato político. Querem apagar a história da República”.
O tema já foi abordado pelo Fronteira 360, em reportagem na qual mostramos as condições precárias do Museu Getúlio Vargas, que possui diversas infiltrações, rachaduras nas paredes, assoalho defasado, além de problemas estruturais que impedem que a porta principal seja aberta.
Também mostramos a condição da Casa Memorial João Goulart, apresenta problemas, principalmente na parte exterior, como rachaduras e falta de manutenção da pintura original.
A foto usada para ilustrar a coluna no jornal O Globo deste sábado é do jornalista responsável pelo Fronteira 360, Maicon Schlosser.
Com a repercussão nacional reacendida pelo jornal O Globo, deve crescer a pressão sobre as autoridades locais para que ações concretas sejam finalmente tomadas. Afinal, preservar a história de São Borja é também preservar a história do Brasil.
Recentemente, o Fronteira 360 procurou a Secretaria de Educação e Cultura de São Borja, para buscar algum pronunciamento oficial da gestão municipal, mas a titular da pasta preferiu não responder aos questionamentos da reportagem, alegando estar há pouco tempo no cargo e ainda não ter informações suficientes.
Nosso espaço segue aberto para possíveis pronunciamentos, explicações ou abertura para entrevistas.
Leia a coluna:
Não é só a casa onde morou Getúlio Vargas que está em péssimas condições conservação, em São Borja (RS). Na mesma cidade gaúcha, a residência onde viveu João Goulart, presidente deposto pelo golpe militar de 1964, está cheia de infiltrações e com as paredes mofadas. “O abandono dos museus é um ato político. Querem apagar a história da República”, diz a historiadora Denize Goulart, filha de Jango.



